Assara Betevet
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Assará Betevet- 10 de Tevet

Após Yechoniá, Nabucodonosor nomeou Tzidkiahu como o novo Rei. No sétimo ano do reinado de Tsidkiahu, no ano 3334, ele rompeu o juramento feito a Nabucodonosor, e fazendo uma rebelião contra ele. No início do ano seguinte, Nabucodonosor saiu em direção a Yerushalaim para invadi-la.

HaKotel HAmaaravi -Assara betevet

Durante 850 anos o povo de Israel esteve sentado em sua terra. Este período foi dividido em dois: 1- 440 anos, o período dos juízes, que continuou até a época de Shlomo Hamelech que construiu o Beit Hamikdash juízo e o início do período real continuaram até que o rei Salomão construiu o templo. 2- O Beit Hamikdash ficou de pé após sua construção, durante mais 410 anos, até que foi destruído pelo batalhão coordenado por Nabucodonosor.

D'us prometeu a Avraham Avinu, que seus descendentes estariam eternamente na Terra de Israel. Porém a ocupação do povo nesta Terra, seria com a condição que cumprissem estritamente os mandamentos e as leis determinadas por D'us. Pois caso contrário, a Terra simplesmente não suportaria a presença do povo sobre ela. Durante 21 gerações, houveram muitos do povo que não cumpriram estas orientações explícitas, que no final, mesmo com muita paciência de D'us para que o povo retorne ao bom caminho, não houve outro jeito, e o povo foi mandado ao exílio, e o Beit Hamikdash foi destruído.

O primeiro templo foi destruído por causa de três principais transgressões cometidas pelo povo:1- idolatria. 2- falta suficiente de recato. 3- derramamento de sangue. Porém o motivo final que selou a destruição do Beit Hamikdash, foi a profanação do Shabat, conforme as palavras do profeta (Yirmiahu 17:27): " caso vocês não me escutem santificando o dia do Shabat...acenderei fogo em seus portões e ... não será apagado". O versículo vem nos ensinar que enquanto há profanação do Shabat, há fogo que não será apagado pois será nos dias que não pode ser apagado, ou seja, no Shabat.

Assim consta no livro de Melachim (Melachim B 25:1): "No nono ano de seu reinado, no décimo mês (o mês de Tevet é o décimo iniciando a contagem de Nisan), no décimo dia do mês, chegou Nabucodonosor o Rei da Babilônia, a Jerusalém com todos seus soldados, fazendo um cerco à sua volta até o décimo primeiro ano do Rei Tsidkiahu".

Nabucodonosor chegou em Jerusalém duas vezes, em 3320, e em 3327. Na primeira vez, ele retornou ao seu país com alguns dos utensílios do Beit Hamikdash e com crianças prisioneiras que como constam no profeta (Daniel 1:4): "não fizeram nenhuma transgressão". Entre essas crianças estavam Daniel, Chanania, Mishael e Azaria.

Na segunda vez que ele veio para suprimir a rebelião do Rei Yehoiakim e por Yechoniá como o Rei em su lugar. Os babilônios não pararam o cerco sobre a cidade, pois Nabucodonosor temia que Yechoniá agisse como seu anterior. Após três meses de cerco, Yechoniá concordou em ir para a Babilônia, onde ele se sentou na prisão durante várias décadas até o falecimento de Nabucodonosor. Desta vez, Nabucodonosor levou consigo utensílios do Beit Hamikdash, levando ao exílio 10000 pessoas entre eles, o profeta Yechezkel e Mordechai Hayehudi.

Após Yechoniá, Nabucodonosor nomeou Tzidkiahu como o novo Rei. No sétimo ano do reinado de Tsidkiahu, no ano 3334, ele rompeu o juramento feito a Nabucodonosor, e fazendo uma rebelião contra ele. No início do ano seguinte, Nabucodonosor saiu em direção a Yerushalaim para invadi-la.

Antes de se aproximar da cidade, o rei da Babilônia tentou vários sinais para saber se realmente a cidade de Yerushalaim caíria em suas mãos. Ele também estava furioso com os reinos do Egito e de Amon, e estava tentando saber em quais deles derramará sua ira primeiro. Todos os sinais tentados por Nabucodonosor apontavam que Yerushalaim seria seu primeiro alvo.

Embora haviam sido revelados a ele tais sinais, ele ficou assustado e temia continuar seu caminho. Até agora, seu objetivo era vencer a cidade, mas a partir do momento que descobriu que ele destruiria o Beit Hamikdash, esteve cheio de dúvidas em seu coração. Pois a mais de 400 anos o Beit Hamikdash esteve de pé, e cada inimigo que conspirava destruí-lo, não alcançaria seu objetivo, uma vez que D'us sempre os protegia.

Nabucodonosor estabeleceu seu acampamento na cidade de Rivla, na parte norte de Israel, e foi atualizado em todas as fases do progresso do bloqueio.

Comandando seus soldados, ele mandou  Nebuzaradan que era um arqui-assassino. Nabucodonosor entrou em Yerushalaim, somente após a destruição do Beit Hamikdash.

A captura de Yerushalaim, a capital do povo Judeu, foi considerada por ele como uma fácil conquista feita em poucos meses. Logo ao aproximar-se de Yerushalaim, Nebuzaradan iniciou o cerco e bloqueio sem demora e tudo foi conduzido de acordo com seu plano. O povo não se rendeu tão facilmente a este cerco, e resistiu durante três anos, segundo o descrito no Midrash (Yalkut Shimoni Eichá 1): "quando veio aquele perverso com seus reis para Yerushalaim, pensavam em conquistá-la em pouco tempo. Porém D'us fortificava os habitantes de Yerushalaim durante três anos, para que talvez fizessem Teshuvá e voltassem aos bons caminhos. Haviam poderosos heróis em Yerushalaim, que lutavam contra os babilônios, fazendo neles muitas vítimas. Havia dentro deles um herói chamado Avika ben Gvarti, que quando os inimigos jogavam pedras com o canhão, este herói pegava a pedra na mão e mandava de volta aos inimigos, fazendo diversas vítimas. Certa vez, por "mérito" de certos pecados, soprou um vento muito forte que causou que este herói caísse da muralha e morresse. Após este acontecimento, a muralha foi rompida e Yerushalaim foi invadida".

Cada dia chegavam a Yerushalaim yehudim das aldeias e das cidades próximas, para proteger a cidade como uma fortaleza. A população da cidade na época do cerco era muito maior do que a população comum da cidade.

Nebuzaradan confiou em seus milhares de soldados e em suas armas, analisando que  a facilmente a cidade cairia em suas mãos. Porém a resistência dos Yehudim foi tão forte a tal ponto que depois de alguns anos, Nebuzaradan resolveu voltar a Babilônia. Somente após ter voltado a seu país de origem, foi que D'us deu o "sinal verde" para invadir a Yerushalaim.

Disseram Chachamim: "toda geração que o Beit Hamikdash não foi construído nela, é considerado que caso estivesse construído, seria destruído em tal geração". O poder de cada geração é invocar a misericórdia do céu, para que D'us construa o terceiro Beit Hamikdash. Enquanto a salvação não vier, é um sinal de que ainda não melhoramos nossos atos para que tenhamos o mérito de que o Beit Hamikdash seja reconstruído.

Leis do Jejum Assará Be Tevet

Doentes, exaustos e idosos que segundo a opinião médica o jejum será prejudicial a saúde, estão isentos de jejuar. Neste caso estão incluídas as gestantes (a partir do quadragésimo dia da gestação), as amamentadoras até 24 meses após o parto (mesmo que já não amamentam). As que abortaram, se comportam como as amamentadoras.

Tudo o que não jejua: pode comer café da manhã, porém de modo recatado para que as pessoas não o vejam comendo. E mesmo assim deve comer coisas básicas e simples, e óbviamente que não devem comer carne e beber vinho nesta refeição.

Crianças que ainda não alcançaram a maioridade para cumprir mitsvot, estão isentas de jejuar, porém não devem comer doces e guloseimas,

Bochecho:a pessoa que é sensível e necessita lavar a boca, pode fazer isto até com pasta de dente. Segundo a opinião do Rav Ovadia Yossef zts"l, é aconselhável bochechar com menos de 86 ml de uma vez só.

Remédios: é permitido. Porém segundo a opinião do Rav Ovadia Yossef zts"l, é preferível sem água. E segundo a opinião do Rav Shlomo Zalman Oierbach zts"l, caso seja necess´rio, é permitido com água.

Tocar em comida no dia do jejum: é aconselhável não tocar em comida, para que não chegue ao caso de comer.

Comeu o bebeu por engano: continua jejuando, recita anênu na tefilá, até pode subir na Torá.

Recitou a berachá sobre o alimento, porém ainda não comeu: há quem diga que não prove da comida e recite "baruch shem kevod malchuto leolam vaed", e há quem diga que prove uma quantidade mínima. A razão desta segunda opinião é que este jejum é uma mitsvá ordenada por chachamim, enquanto que recitar o nome de D'us em vão é uma proibição da Torá.

Banho: é proibido banhar o corpo todo com água quente, de uma vez só.

Música: é proibido tocar instrumentos neste dia.

Anênu

Costume Sefaradi: é recitado em shacharit e minchá. Costume Ashkenazi: somente em minchá.

Esqueceu anênu: não há necessidade de recitar toda a tefilá shemone essrê novamente. É possível completá-lo após o Elokai Nitsor.

Avinu Malkenu: segundo o costume ashkenazi é dito em shacharit e em minchá, mesmo por aqueles que não jejuam.

Após o jejum, é permitido comer carne e beber vinho.