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Chanuka-Viver o judaísmo

A pergunta então é a seguinte: por que comemoramos o milagre de terem achado um único pote de azeite lacrado e carimbado, pois já que a maioria dos potes estava em estado de impureza, a halachá permite que a menorá seja acesa com azeite impuro?!?

28.11.18 | 18:48
Chanuka
É sabido, que o milagre mais famoso da festa de chanuká, é o milagre de que foi encontrado um único pote de azeite de oliva, lacrado e carimbado pelo cohen hagadol, demonstrando que este pote estava totalmente puro. Deste modo foi possível acender  menorá no Beit Hamikdash.
 
Porém, existe uma pergunta trivial. A halachá fixa, que se caso a minoria do povo estiver impuro na época de sacrificar o sacrifício de Pessach, estas pessoas fazem o sacrifício um mês depois, no dia 14 de Iyar, chamado de Pessach Sheni. Porém se a maioria do povo estiver em estado de impureza, este sacrifício é feito no dia 14 de Nissan, mesmo que a maioria do povo está impura. A resposta é que existe uma outra halachá chamada de tumá hutrá betsibur. Ou seja, uma coisa que a princípio deve ser feita em estado de pureza, caso a maioria daqueles que necessitam fazer tal coisa, estão em estado de impureza, tal coisa pode ser feita em estado de impureza.
 
A pergunta então é a seguinte: por que comemoramos o milagre de terem achado um único pote de azeite lacrado e carimbado, pois já que a maioria dos potes estava em estado de impureza, a halachá permite que a menorá seja acesa com azeite impuro?!?
 
 
Consta no tratado de Peá (cáp 1 mishná 1), que o estudo da torá é mais valioso do que todas as mitsvót juntas. E consta no Talmud Yerushalmi, que mesmo o mundo inteiro não tem o valor suficiente perante à uma palavra do estudo de Torá.
 
Assim também legislou Maimônides em seu livro Mishnê Torá, que não há nenhuma mitsvá que tenha o peso do estudo da Torá, uma vez que o próprio Talmud faz com que a pessoa chegue a praticar o que estudou.
 
ApoIando-se nestas fontes , surge a seguinte pergunta: Na Torá quando aparecem os casos dos patriarcas, não aparece nenhuma fonte citando o estudo da Torá deles, somente aparecem as provas dadas à eles por D-us a cada momento. E mais ainda, há de ser entendido o escrito por Maimônides, que o estudo da Torá faz com que a pessoa chegue a prática. Sendo assim, se a importância do estudo é por que ele tráz à prática, obviamente que a prática é mais importante, pois o estudo é somente um meio de chegar à ela?
 
A resposta é a obrigação de um judeu, não é de estudar o seu judaísmo, e sim viver o seu judaísmo. Toda importância de seu estudo é que este o traz à prática. Por isto é que a Torá nos trouxe somente os fatos da vidas de nossos patriarcas, para saber como eles viveram o judaísmo.
 
O que significa viver o judaísmo?
 
Viver o judaísmo significa cumprir as mitsvot em qualquer circunstância, tanto nas difíceis quanto nas fáceis. Este é o principal objetivo da pessoa acima da terra.
 
O Messilat Yesharim escreve que a pessoa so foi criada com o objetivo de ter prazeres com D-us e aproveitar de sua presença divina. Pois este é o verdadeiro prazer em todos os prazeres existentes. O verdadeiro lugar deste prazer é o mundo vindouro, pois este foi criado com para este objetivo. Porém o caminho para chegar até lá, é este mundo....através das mitsvót.
 
Veja, D'us colocou a pessoa neste mundo, no qual existem muitos obstáculos que o afastam Dele. Ou seja, a pessoa foi colocada dentro de uma verdadeira guerra, pois todos os assuntos no mundo, são uma verdadeira guerra. Ou seja, a função da pessoa neste mundo, além de cumprir os preceitos divinos, é estar firme  e forte nas provas postas à ele por D’us.
 
O milagre de encontrar o pote de azeite, significa que demonstramos a D'us que a essência da vida de um Yehudi é mesmo em situações difíceis de que as mitsvót sejam cumpridas a prióri, aquele que procura cumprí-las do melhor modo possível, ultrapassando todos os obstáculos, mesmo aqueles que são quase impossíveis de serem ultrapassados, receberão apoio celestial para alcançar o objetivo almejado.