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Sukkot

Hoshaná Rabá - o último dia de Sucot

Na noite de Hoshaná Rabá, certas pessoas ficam acordadas a noite toda. O motivo disso é que este é o dia do ushpizin de David Hamelech, que não dormia mais do que sessenta respirações e aspirações durante as noites. Este "sofrimento" por não dormir durante esta noite, lembra um pouco do sofrimento de Yom Kipur, quando nos abstemos de comer e beber neste dia. Nesta noite cada um segue seu costume, lendo "tikun leil Hoshaná Rabá ou estudando Torá durante a noite".

Rei David e Hoshana
Hoshaná Rabá, é o último dia de Sucot, que é no dia 21 de Tishrei. Neste dia, é costume dizer Hoshanot muito mais do que nos dias de Sucot, e portanto, seu nome Hoshaná Rabá (muitas Hoshanot).
 
Outros nomes para este dia: o dia da Aravá, pelo costume fixado pelos profetas de bater com as aravot no chão, no final das Hoshanot. O dia do carimbo, em nome de que neste dia é o carimbo final do decreto de Yom Kipur.
 
Rosh Hashaná e Yom Kipur o mundo inteiro é julgado, cada pessoa separadamente. Na festa de sucot, o mundo é julgado em relação a quantidade de água que descerá dos céus durante o próximo ano. Este dia é o último dia de subscrição desta lei, pois a vida humana depende da água, é semelhante  Hoshaná Rabá como Yom Kipur, são recitadas várias rezas e as pessoas arrependem de seus pecados como em Yom Kipur.
 
Chachamim explicam este assunto numa seguinte parábola: o reinado celestial, funciona como o reinado terrestre, e os modos da lei são parecidos uns com os outros. No reinado terrestre, um rei que é piedoso e misericordioso, ao fazer julgamento, caso encontre algum ponto para incliná-lo ao bom lado, com certeza seguirá este ponto. Caso não ache, ele adiará a sentença para que os procuradores, encontrem pontos favoráveis ao réu. Depois de certo tempo, ele decreta a sentença. Caso seja para o bem, o réu é comunicado imediatamente. Porém se não, o rei espera o aviso da sentença, para que os procuradores encontrem algum ponto favorável.
 
Depois de certo tempo o rei dá a sentença. Caso seja uma boa sentença, o réu é avisado imediatamente. Porém caso seja uma má sentença, o rei adia o castigo, pois pode encontrar ainda um ponto favorável, passando o decreto de mau decreto para bom decreto. Depois os bilhetes com as sentenças são entregues aos emissários para que os ponham em prática. Caso sejam bons bilhetes, não se transformam em bilhetes de castigo e caso sejam maus bilhetes, ainda podem se transformar em bons bilhetes. Como? Eis que a sentença de fulano saiu como condenado à morte por ter desobedecido o respeito ao rei, se os emissários chegam em sua casa e o encontram feliz e alegre por ter um bom rei que os guia e cuida de suas vidas, eles se auto perguntam: será que este é o fulano que desobedeceu ao rei? Segundo nossa descrição, esta pessoa não se comporta deste modo, e portanto, vamos rasgar o bilhete, pois não é compatível a este endereço!!! Eles voltam ao rei para prestar contas de suas missões, lhe contam o que viram, e até o próprio rei concorda com o que fizeram. Ou seja, a alegria desta pessoa causou uma volta de 180 graus em sua sentença!!!
 
No reinado celestial é a mesma coisa!!!
 
Em Rosh Hashaná, todas as pessoas do mundo passam diante de D'us. Os justos são inscritos e carimbados imediatamente para a vida. Os perversos.... e os médios ficam de espera até Yom Kipur. O final do processo judicial é em Hoshana Rabá e termina na alvorada do dia seguinte, Simchat Torá. Portanto, são feitas muitas tefilot em Hoshaná Rabá, sendo que a pessoa desperta novamente em teshuvá despertando novos sentimentos de misericórdia. E, deste modo, mesmo que o decreto seja rígido, caso a pessoa tenha feito teshuvá, seu decreto é rasgado e escrito um novo e bom decreto. Quando os emissários encontram as pessoas alegres e contentes com a Torá, mesmo que na congregação hajam pessoas que devem receber uma severa sentença, de qualquer modo, D'us os vê tão contentes que troca seus decretos para o bom lado.
 
Assim era Hoshaná Rabá no Beit Hamikdash:
 
Na época do Beit Hamikdash, eram postas aravot gigantes de 11 amot (5.5 metros de altura), ao lado do mizbeach (altar de sacrifícios). Os cohanim davam voltas no altar uma vez em cada dia de Sucot. No dia de Hoshaná Rabá, eles davam sete voltas.
 
Em memória deste costume hoje em em dia são dadas as tais voltas ao redor da bimá na sinagoga, nos devidos dias de sucot.
 
Na noite de Hoshaná Rabá, certas pessoas ficam acordadas a noite toda. O motivo disso é que este é o dia do ushpizin de David Hamelech, que não dormia mais do que sessenta respirações e aspirações durante as noites. Este "sofrimento" por não dormir durante esta noite, lembra um pouco do sofrimento de Yom Kipur, quando nos abstemos de comer e beber neste dia. Nesta noite cada um segue seu costume, lendo "tikun leil Hoshaná Rabá ou estudando Torá durante a noite".
 
As quatro espécies em Sucot representam quatro tipos de pessoas: Etrog -representa aqueles que estudam a Torá e tem bons atos. Lulav - representam aqueles que estudam Torá, mas não tem bons atos. Hadass – representa aqueles que têm bons atos, mas não estudam Torá. Aravá – representam aqueles que não possuem bons atos e nem estudam Torá. Nos dias de sucot, todo as as espécies são postas juntas, sendo o símbolo de união do povo.
 
A folha da arava é como uma boca fechada, dizendo: não temos como abrir a boca para nos auto-elogiar. A aravá simboliza o reconhecimento de nosso baixo lugar, partindo de nosso baixo nível de espiritualidade. O povo de Israel chegou a este reconhecimento na festa de Sucot. O Beit Hamikdash era um centro de temor a D'us que pode ajudar a qualquer u a chegar a este reconhecimento. Porém quando não há Beit Hamikdash, a aravá chega a este ponto somente depois que esteve junta com as outras espécies que são de nível mais elevado do que ela. O fato que no último dia de sucot nos concentramos na aravá, que não tem sabor e nem cheiro, nos deve trazer o conhecimento que nossos méritos são pouquíssimos em relação a grande bondade e abundância de D'us conosco. Porém um dos pontos mais positivo se não o mais positivo nesta situação, é que reconhecemos esta situação escassa de méritos. Talvez este reconhecimento nos trará a misericórdia Divina para que D'us nos dê mérito para um ano cheio de alegria e felicidades. A aproximação aos tsadikim, é o caminho para chegar a este reconhecimento, do mesmo modo que durante a festa de Sucot, a aravá está junto com as outra espécies.